Início
COM A PALAVRA, O ACADÊMICO DO MÊS: EUDES DE SOUZA LEÃO PINTO PDF Imprimir E-mail

Dr. Eudes de Souza
Dr. Eudes de Souza
BIODIESEL: O OURO VERDE NACIONAL 

Em 12, 13 e 14 de outubro de 2008, a Academia Pernambucana de Ciência Agronômica, realizou o I Seminário Biodiesel: Fonte de Energia das Oleaginosas em Pernambuco, na cidade do Recife.

Contou com os valiosos apoios da Universidade Federal Rural de Pernambuco, do Sebrae, do Confea, do CREA – PE, da imprensa escrita, falada e televisionada, do Ministério da Ciência e Tecnologia, do Ministério da Agricultura e do Abastecimento, da Casa Civil da Presidência da República, da Petrobras, das Secretarias da Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente e Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Reforma Agrária do Estado de Pernambuco. Recebeu patrocínio da Companhia Hidroelétrica do São Francisco – CHESF, da CAPES e da Associação Comercial de Pernambuco.

Participaram do Seminário os mais credenciados cientistas e tecnólogos em assuntos de biocombustíveis e fontes energéticas vegetais e animais, com contribuições nacionais e internacionais.

Chegou-se a evidencia de que a geração de energia no mundo vem ampliando consideravelmente as suas fontes de origem, cabendo aos seus usuários a utilização das que tenham o menor custo, sem degradação da natureza pela poluição ambiental, influencia na ocorrência de efeito estufa e provocação de enfermidades nos seres humanos.

Levou-se em consideração que a humanidade contou com a primeira fonte de energia, fazendo a fricção entre fragmentos de rocha, para gerar faísca e queimar matéria orgânica, como folhas de árvores, arbustos e ervas, madeira fina de raízes, ramos ou galhos e óleos surgentes em áreas pantanosas.

Com o início do processo de industrialização, houve a descoberta do carvão mineral e do gás de petróleo, para a geração de energia em larga escala, capaz de alimentar máquinas estacionárias e veículos em geral, respectivamente.

No curso das conquistas tecnológicas veio em seguida o uso dos combustíveis derivados do petróleo, bem como do emprego da água do sol, do vento e das ondas marinhas, em fontes de geração de energia.
Como potencial maior, a exigir cuidados especiais na manipulação dos produtos radioativos e das usinas transformadoras dos mesmos, surgiu a energia atômica ou nuclear, com todos os seus segredos e periculosidade.

Em virtude das fontes de energia acima citadas de origem mineral ter tempo finito de duração, há uma busca constante de fontes de energia renováveis, que possam assegurar o atendimento das necessidades humanas por tempo indeterminado.

Para isso, foram e continuam a serem construídas as Usinas Hidroelétricas, Solares, Eólicas e Marinhas, onde melhor couberem.

Agora, mais do que nunca, com as reduções das reservas petrolíferas e de gás no mundo, há uma intensa procura pelas matérias primas que forneçam energia renovável, geradoras dos biocombustíveis ou bioenergéticos.

Exatamente por serem inesgotáveis, enquanto a espécie humana puder trabalhar na propagação de plantas sacarinas e oleaginosas, as fontes de energia de origens vegetais serão o sustentáculo do suprimento de combustíveis indispensáveis à humanidade.

Complementam as aludidas fontes de energia inesgotável as gorduras de natureza animal e os óleos residuais, já empregados em produção de alimentos. Os açúcares e óleos extraídos de plantas cultiváveis, bem como subprodutos de matadouros e frigoríficos contendo gordura animal e óleos das fábricas e cozinhas hoteleiras e domésticas, asseguram a produção do Biodiesel, ideal para o atendimento da imensa frota de veículos do mundo.

Ainda podem ser incorporadas as algas, como fonte de energia renovável, na medida em que se disponha de grandes reservas marinhas e de uma extração racional, permitindo a renovação constante dos bancos de algas.

Neste atual contexto, o Brasil já entra no rol das nações petrolíferas. Já temos o ouro negro, o petróleo, e hoje despontamos como nação desenvolvida integrando o ranking das 03 nações emergentes de maior importância no mundo: China, Índia e Brasil.

Há de se considerar que esse trabalho de produção do biodiesel, de busca do suprimento internacional pelo Brasil, passe a ser fruto e início de uma campanha que nós podemos chamar do ouro verde. Assim como o petróleo foi o ouro negro, o biodiesel para nós, a partir de agora, é ouro verde.

Haveremos de mostrar de modo irretorquível e incontestável, que o biodiesel como fonte de energia renovável, vai valer mais do que o petróleo para as gerações vindouras. Estaremos legando ao futuro, o que mais importa para uma nação, a segurança da fonte energética renovável, sem poluição, sem nenhuma ofensa à natureza humana, pois, o biodiesel se deteriora, ele é um produto tão bom que é natural que se deteriore, ele é biodegradável. Nós, seres humanos, também somos biodegradáveis.

Finalizado o Seminário promovido por esta Academia, ficamos com a sensação de que já estamos com meio caminho conquistado como afirmou o representante da Casa Civil e Coordenador Adjunto do Programa Nacional de Biodiesel e da Coordenação da Política de Biodiesel no Brasil, Dr. José Honório Accarini, não vamos pensar em problema, vamos pensar em desafio e o grande desafio para nós é mostrar que Pernambuco pode ser um referencial para o Brasil e para o mundo, na busca de soluções para este grande desafio de fazer do biodiesel – o ouro verde - o melhor combustível do mundo de amanhã.


EUDES DE SOUZA LEÃO PINTO
Presidente da Academia Pernambucana de Ciência Agronômica
Titular da Academia Nacional de Engenharia
Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo

 
< Anterior   Próximo >
APOIO CULTURAL Apoio Cultural
PARCEIROS Parceiros

Usuários On-line

© 2017 APCA | Academia Pernambucana de Ciencia Agronomica

Webmaster: