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2009: 25 ANOS DA APCA DAS ORIGENS A ATUALIDADE PDF Imprimir E-mail

Já dizia Machado de Assis que os fatos e os tempos ligam-se por fios invisíveis, e é com tal pensamento que retomamos o ponto de origem da teia que começou a ser tecida em 31 de maio de 1984, há exatos 25 anos. A história da tessitura da Academia Pernambucana de Ciência Agronômica – APCA - vem sendo escrita por um grupo longevo, tradicional e, diga-se de passagem, único na área agrícola do país, que sinergicamente, atua no coletivo, mantendo sua tradição e simbolismo graças à liderança carismática do seu idealizador e Presidente, ao longo desses 25 anos, o Engenheiro Agrônomo Eudes de Souza Leão Pinto.

Composta por 30 Patronos com respectivos Acadêmicos, a APCA apresenta algumas singularidades. Dentre as personalidades que compõem seu patronato, encontram-se 03 monges beneditinos – Dom Agostinho Ikas, Dom Bento Pickel e Dom Pedro Bandeira de Melo, que, ao lado de Dom Pedro Roeser, idealizaram e empreenderam esforços para a criação das Escolas Superiores de Agricultura e Medicina Veterinária São Bento, célula mater da atual Universidade Federal Rural de Pernambuco – UFRPE. Ainda, no que se refere aos Patronos, das 30 personalidades escolhidas, apenas o representante da cadeira de número 20, o Professor Manuel Rodrigues Filho, exerceu a função de Reitor da UFRPE.

Em seu ato de criação, foram eleitos, dentre os Acadêmicos, quatro ex-reitores da UFRPE: João de Deus de Oliveira Dias, João de Vasconcelos Sobrinho, Humberto Carneiro e Renato Ramos de Farias. Na ampliação do quadro de Patronos e Acadêmicos em maio de 2005, mais um ex-reitor foi eleito para Acadêmico, dessa feita, o Professor Emídio Cantídio de Oliveira Filho.

Ainda em 1984, após a escolha dos nomes dos primeiros selecionados, o Acadêmico João de Deus de Oliveira Dias sugeriu que a última vaga fosse reservada para uma profissional da Agronomia do sexo feminino. Por unanimidade de votos, essa vaga foi ocupada pela Engenheira Agrônoma Maria Menezes. Sendo assim, o universo feminino, de início, restrito a apenas uma representante, nos dias atuais, conta com um total de 03 Acadêmicas.

Seguindo a dinâmica da vida apesar das mudanças, substituições e renovações ocorridas em virtude das intempéries naturais do tempo, permanecem compondo o grupo desde os primórdios da APCA os Acadêmicos Eudes de Souza Leão Pinto, Maria Menezes, Leonardo Valadares de Sá Barreto Sampaio, Marcelo de Ataíde Silva, Mário de Andrade Lira, Antonio Fernando de Souza Leão Veiga e Rivaldo Chagas Mafra.

Novos tempos, novas idéias e novas atitudes renovaram a APCA que desde seus primórdios conta com a Universidade Federal Rural de Pernambuco – UFRPE - como parceira natural na realização de ações. A cada ano, desde 1996, promove em parceria com a Universidade, a solenidade anual de outorga de diplomas honoríficos aos Engenheiros Agrônomos com 50, 55, 60 e 65 anos de formados pela UFRPE, numa ação que representa a preservação da memória agronômica do Estado registrada em Plaquetes Comemorativas.

 O incentivo à renovação e circulação das idéias e dos conhecimentos gestados individualmente ou em co-autorias através da publicação de livros e artigos, tem sido uma prática constante dessa parceria com a Universidade, universo que foi ampliado ao se obter, junto à Companhia Hidroelétrica do São Francisco – CHESF, patrocínio para a publicação dos “Anais da APCA”, bem como para organizar e promover conjuntamente com a UFRPE, em outubro de 2008, o “Seminário Biodiesel: Fone de Energia das Oleaginosas”, evento realizado com pleno êxito.

Inserida no atual contexto da tecnologia da informação e do conhecimento, a Academia enquanto repositório institucional, produtivo, preservado e com visibilidade, formalizou consórcio com a Academia Nacional de Engenharia – ANE, objetivando estimular pesquisas, promover a troca de idéias entre seus cientistas e realizar ações conjuntas. Híbrida, a APCA alia à comunicação oral, a documentação impressa e o mundo virtual. A comunicação eletrônica, essa infovia de mão dupla, está presente em suas relações cotidianas de permuta, validação e socialização da documentação eletrônica. No labirinto dos bytes, 97% dos Acadêmicos são internautas, utilizam a internet como ferramenta em suas tarefas e pesquisas e interagem entre si e na grande rede.

O tempo passou. 2009 chegou, trazendo com ele o momento ímpar para a história coletiva da Academia Pernambucana de Ciência Agronômica. A teia de relações, formada, certamente, por fios de linho, de seda, de algodão, de lã e em variadas cores, durante os últimos 25 anos, constituiu uma espécie de cérebro plural, um tipo de colméia. Constituiu um nicho de cabeças pensantes, com mãos que semeiam e colhem, dotado de corações apaixonados pela causa agronômica, que, merecidamente, celebra suas Bodas de Prata!

Parabéns, APCA! Parabéns, Acadêmicos!


Conceição Martins
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