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CENTENARIO DE JOAQUIM NABUCO LEMBRADO NA ACADEMIA PDF Imprimir E-mail

O JOVEM E QUERIDO NHÔ QUINQUIM

Muito se está escrevendo sobre Joaquim Nabuco desde que o ano de 2010 foi instituído como o "Ano Nacional de Joaquim Nabuco", através da Lei 11.946 de 15/06/2009 a partir do Projeto 3642/08 do Senador pernambucano Marco Maciel.

Neste pequeno texto, resgatamos o “Nhô Quinquim”, como ele era chamado pelos escravos do engenho Massangana, localizado no Cabo de Santo Agostinho, Pernambuco, propriedade dos seus padrinhos Joaquim Aurélio Pereira de Carvalho e Ana Benigna de Sá Barreto, no qual viveu parte da sua mocidade. Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo, ou simplesmente, Joaquim Nabuco, o “Nhô Quinquim”, nasceu na Rua Imperatriz Tereza Cristina, esquina com a rua Bulhões Marques, no Recife, às 8h30 do dia 17 de janeiro de 1849, tendo sido batizado em 8 de dezembro do mesmo ano, no Cabo de Santo Agostinho. 

Com a morte de sua madrinha foi transferido para a residência dos seus pais no Rio de Janeiro, onde concluiu os cursos primário e secundário. Em 1866, iniciou seus estudos na Faculdade de Direito de São Paulo, transferindo-se em 1869 para a Faculdade de Direito do Recife, onde escreveu o seu primeiro livro A escravidão, publicado apenas em 1988, obra na qual relata que, defendendo em juízo, um escravo negro, que havia assassinado o seu senhor, escandalizou a elite local. 

O menino “Nhô Quinquim” testemunhou no engenho Massangana o sofrimento dos escravos, e tal condição subumana serviram de base para que o adulto Joaquim Nabuco adotasse sua posição radical como abolicionista fato que, imediatamente, motivou suas patrióticas campanhas.  

Em 1870, retornou ao Rio de Janeiro, onde passou a ajudar o pai no escritório de advocacia e continuou a sua campanha contra a escravidão. Iniciando a sua intensa vida de deputado, jornalista, romancista, orador, defensor de uma reforma agrária no território brasileiro e da Lei dos Sexagenários, fundador, juntamente com Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, adido de legação nos Estados Unidos e até exilado voluntário na Inglaterra.   

Sua luta pela necessidade de implantação de uma reforma agrária o levou a sofrer reveses, como aconteceu com sua reeleição para deputado, em 1886, pelo Recife. 

O respeitado Joaquim Nabuco, carinhosamente chamado pelos escravos de “Nhô Quinquim”, casou-se em 28 de agosto de 1889. Faleceu em Washington, em 17 de janeiro de 1910, e foi sepultado no cemitério de Santo Amaro, no Recife.                         

Osvaldo Martins F. de Souza, Titular da Academia Pernambucana de Ciência Agronômica.  ( Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo )

 
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