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A ACADEMIA PERNAMBUCANA DE CIENCIA AGRONOMICA EM PARCERIA COM A ACADEMIA NACIONAL DE ENGENHARIA PDF Imprimir E-mail

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Ata da Reunião Extraordinária realizada no dia 05 de maio de 2010.

Aos cinco dias do mês de maio do ano de 2010, realizou-se às 14h., no gabinete da Reitoria da Universidade Federal Rural de Pernambuco – UFRPE, sob a Presidência do Professor Valmar Corrêa de Andrade, Magnífico Reitor da UFRPE, contando com as participações dos Reitores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Professor Dr. Amaro Henrique Pessoa Lins e o Reitor da Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP), Professor Dr. Pe. Pedro Rubens Ferreira Oliveira, S.J., este acompanhado da Professora Dra. Arminda Saconi Messias e da Professora Dra. Eliane Cardoso de Vasconcelos, ambas do Centro de Ciência e Tecnologia daquela Universidade Católica, contando também com as presenças do Presidente da Academia Nacional de Engenharia (ANE) e do Presidente da Pernambucana de Ciência Agronômica (APCA), respectivamente, Engenheiro Civil, Paulo Bancovsky e Engenheiro Agrônomo, Eudes de Souza Leão Pinto.

Também esteve presente à referida Reunião o 1º Vice-Presidente da Academia Pernambucana de Ciência Agronômica, Engenheiro Agrônomo, Leonardo Valadares de Sá Barretto Sampaio. A reunião teve início com o Presidente da Academia Pernambucana de Ciência Agronômica, Dr. Eudes de Souza Leão Pinto, discorrendo sobre a finalidade da mesma, ou seja, ouvir o Presidente da Academia Nacional de Engenharia Dr. Paulo Bancovsky como a pessoa mais categorizada e ética no País para falar sobre o esforço de valorização da Engenharia Nacional, bem como do que ele, enquanto Presidente da ANE pretende realizar juntamente com os 99 outros participantes daquela Academia, constituída por um corpo de titulares de 100 Engenheiros de todas as categorias, do Geólogo ao Astronauta, da qual constam apenas 02 Engenheiros Agrônomos. Segundo Dr. Eudes, é evidente, que com essa amplitude a ANE passa a ser responsável pela situação dos Engenheiros do Brasil, porque conhece a realidade vivida pela Engenharia Nacional sendo a Instituição que pode, com toda autoridade, falar sobre os direitos que tem a Engenharia de merecer por parte dos governos e por parte das entidades privadas, através das Federações ou Confederações da Agricultura, Indústria, Comércio, o apoio necessário para que este País possa ser realmente desenvolvido como é aspiração de todos os brasileiros. Na seqüência da sua fala, contextualizou sobre o cenário local, nacional e internacional com relação aos Engenheiros e seu campo de trabalho, enfatizando o papel e a responsabilidade das Academias de serem mentoras das ações mais elevadas e conciliatórias em colaboração com os governos, entidades privadas e, especialmente, em colaboração com as Universidades no sentido de haver uma ação conclamatória ao corpo de dirigentes nacionais no sentido de valorizar a classe da Engenharia, ratificando a intenção do Dr. Paulo Bancovsky em conversar com os Reitores para dar um sentido mais homogêneo à ação das Academias e das Universidades buscando esse consenso. Em seguida, o Presidente da ANE, Dr. Paulo Bancovsky, agradeceu a oportunidade e discorreu sobre sua relação com o Estado de Pernambuco e da sua experiência profissional a nível nacional e internacional, destacando a sua participação na Reunião Internacional das Academias de Engenharias do Mundo, realizada na Espanha, há dois anos onde propôs a criação da “Rede de Integração de Competências". Enfatizou, de imediato, sua preocupação com a questão da desvalorização do Engenheiro no País e o não reconhecimento do valor do Engenheiro pela sociedade em todos os níveis. Desde o simples cidadão que não sabe o que significa Engenharia até aos vários escalões do governo que se utiliza da máquina burocrática e mais, do aspecto jurídico, para complicar as coisas desde a Constituição de 1988. Afirmou que é preciso fazer alguma coisa para resgatar perante a sociedade o valor do Engenheiro, promovendo formas para a identificação simbolicamente desse valor. Destacou que Brasil está formando menos de 30 mil Engenheiros por ano, enquanto o mundo está formando 1 milhão; por outro lado, enquanto o Brasil está investindo  6 bilhões de reais por ano em pesquisa, no Brasil tem nichos de competências, excelentes Universidades, etc., o mundo está investindo 1 trilhão de dólares em pesquisa. Falou sobre a situação nacional no que se refere aos 60 milhões de desasistidos, a classe média comprimida e algumas lideranças abastadas que estão interessadas com o sucesso dos seus grupos de interesse. Ratificou a necessidade de se resgatar perante a sociedade a valorização do Engenheiro, identificando a importância da Engenharia no desenvolvimento do País, afirmando que quando isso acontecer, os jovens voltarão a se interessarem pela Engenharia. Continuando sua fala, Dr. Paulo Bancovsky, disse que o Brasil na pauta de exportações representa 0,2 % do mercado do mundo, todas as benesses são commodities e, se não fosse a agricultura a situação brasileira seria ainda pior. Afirmou que no Brasil há nichos de competências, excelentes universidades, centros de pesquisas espetaculares, figuras isoladas de excelência, contudo, questionou sobre a posição do Brasil no mercado internacional e a necessidade de se afirmar assumindo maior agressividade lá fora no mercado consumista frente à China. Afirmou então que diante dessa situação, a ANE dialogando com a APCA, chegaram à conclusão de que é preciso criar um sistema de coalisão de todas as Engenharias para em conjunto com as Universidades e todas as áreas da Engenharia fazer “um arrasto” de responsabilidade perante a sociedade. Destacou ainda a questão das estradas, do saneamento, da água, enfim a sociedade vive um caos, porque de maneira geral as cadeias produtivas não se comunicam. A ANE em parceria com a APCA e as Universidades necessitam ter habilidade para criar uma rede integrando todas as competências para, nessa rede, de forma transparente, para ocupar os espaços. Segundo o Presidente Bancovsky, cabe às Universidades e às Academias integradas promoverem um enlace tão forte que passem a assumir a gestão da produção e, integradas, promoverem um enlace de tal forma que seja criado um banco de dados com informações sintetizadas e organizadas e através da integração das Universidades e das Academias se tenha um grupo de pessoas, de inteligências que possam gerenciar essa rede. O Presidente da ANE discorreu ainda sobre o cenário da economia mundial e afirmou que o Brasil é o maior celeiro do mundo. Comentou que essa inteligência que virá a gerenciar a rede de competências deverá ser formada a partir do trabalho da universidade ao repassar para os jovens todo esse contexto e, certamente, isso será motivo de incentivo à capacidade da juventude e essa universidade em parceria com as empresas passará a ofertar ao estudante de Engenharia a oportunidade de colocar em prática seus conhecimentos e como se está passando para uma sociedade pós-industrial, a sociedade do conhecimento, então mais do que nunca é chegada a vez do Engenheiro. Segundo Dr. Paulo Bancovsky, é hora de revelar para a sociedade brasileira que agora é a vez dos Engenheiros, aqueles que irão projetar um novo País, modificar a matriz, atender o Brasil que tem a melhor matriz do mundo. E onde estão os Engenheiros pensadores? Nas universidades. Onde está o grande conjunto de Engenheiros que fazem a máquina funcionar? Nas Empresas, é o PIB. Interpretar os desejos da sociedade através de alguma coisa que materialize para o indivíduo qualidade de vida, bem estar social, bem comum, metas do milênio, o que o cidadão hoje em qualquer ponto da cadeia aspira? Atender algumas coisas que são materiais. Questiona e responde o Presidente da ANE. Enfim, a Engenharia deve oferecer à sociedade condições de melhoria de qualidade de vida, em todos os sentidos, de forma que se possa fazer praticamente um mutirão orientado para este objetivo que é o “Projeto Brasil” e se os 750 mil Engenheiros credenciados no CONFEA se integrarem numa rede e pensarem no Brasil, num sentido amplo, com apoio das Entidades num segundo momento se contará com as Empresas ou concomitantemente, se terá o PIB e a Inteligência. Dr. Paulo Bancovsky, encerrou sua fala, destacando a necessidade de se ter uma nova visão estratégica para o Brasil, afirmando que é preciso que sejamos moduladores. Na seqüência, o Reitor Amaro Lins da UFPE, agradeceu e falou sobre a importância do convite do Reitor Valmar juntamente com Dr. Eudes, afirmando que este não é um convite é uma ordem da APCA e destacou a importância da abordagem do Dr. Paulo Bancovsky, afirmando que os Reitores nas Universidades observam que o Brasil vive hoje um momento muito especial, a sociedade se não como um todo, mas pelo menos parte dela já percebe ou já percebeu que o Brasil já não é o País do futuro, todos estão acordando num novo tempo. Surgem muitas questões e entre elas essa sobre o que vamos fazer com a nossa Engenharia? O Reitor Amaro afirmou que o Brasil está no Conselho Mundial de Nações e está botando na mesa o capital que ele tem, o capital intelectual, suas empresas, está realmente numa condição favorável comparando com o restante das nações desenvolvidas. Como Reitor, apresentou seu ponto de vista muito confiante, porque vê o País acordando num outro tempo as universidades de 2005 até hoje ampliaram seus quadros de ofertas de 16mil para 32 mil vagas nas Engenharias e nesse período foram criados novas modalidades de Engenharia, atendendo uma série de demandas. Ressaltou ser preciso articular as universidades, o governo e as empresas, o tripé do desenvolvimento. Destacou a importância da inovação no País, como uma questão urgentíssima e nesse sentido falou também sobre Suape, seus desafios e oportunidades. Destacou a seguir, que nas Universidades Federais o grande problema hoje das Engenharias é que os estudantes não estão sabendo física e matemática. As Instituições Federais de Ensino Superior – IFES precisam contar com a permanência do processo de desenvolvimento. Hoje as universidades têm o Programa de Apoio à Pesquisa e à Pós-Graduação da Capes, para formar pessoal capacitado, gerar competência para atender a demanda da sociedade, e da Petrobras, por exemplo. No seu entender, as Engenharias precisam se fortalecer e desempenhar seu papel. A seguir, contextualizou sobre a UFPE, seu desenvolvimento e suas dificuldades de gerenciamento, destacando também a situação social da comunidade discente. Creditou que esse é um bom momento para a valorização da Engenharia Nacional. Ratificou que é preciso transformar essa ideia numa política do Estado. Finalmente, o Reitor da UFPE se colocou à disposição da ANE para participar desse movimento. Em seguida, o Reitor Valmar discorreu sobre a questão de visão de Pais, afirmou que o Brasil teve durante muitos anos a região sudeste do País altamente desenvolvida enquanto a região nordeste ficou esquecida e a população do nordeste ficou esquecida, onde a educação ficou em segundo plano. Discorreu sobre as dificuldades do estudante para estudar Engenharia, lembrou que outro problema do País foi desqualificar as Escolas Técnicas que agora vêm sendo retomadas. Argumentou o Reitor da UFRPE que o MEC está muito afinado para definir o que é Engenharia, lamentando que existam muitos Cursos denominados de Engenharia, mas na realidade não são Engenharia. Continuou afirmando que no Brasil há uma demanda de 30 mil hoje e não se tem Engenheiros, muitos deles saem para o exterior porque os Países estão importando esse profissional. Afirmou que considera que não se deva preocupar tanto, ratificando a filosofia de mobilizar todos para mostrar a construção da nação, e esse é o papel do Engenheiro. Destacou ainda que outra questão difícil é com relação a pós-graduação das Engenharias. Uma vez que vive-se uma mudança de paradigma no Brasil nesses 8 anos. O Reitor Valmar, considera que o brasileiro ainda não se conscientizou com  a importância do País, esse é um problema de cultura. Louvou o trabalho da ANE, em especial, nesse intuito de envolvimento das universidades, afirmando ser importante trazer a Capes para essa discussão. Propôs uma conversa entre as Academias, o Crea, O Confea, a Capes numa grande mesa para que essa bandeira passe a fazer parte do programa de governo. O Acadêmico Leonardo Sampaio falou dizendo que um dos pontos focais desse trabalho da ANE poderá vir a ser enriquecido com a identificação dos egressos de cada universidade, mantendo contato individual promovendo encontros, trazendo-os para o ambiente acadêmico. O Presidente da ANE voltou a falar sobre o protótipo e a importância dessa rede que a ANE está desenvolvendo. Na seqüência, falou o Professor Dr. Pe. Pedro Rubens Ferreira Oliveira, S.J., Reitor da UNICAP, agradecendo o convite e falando que como o tema era sobre o papel das Engenharias, havia convidado as Professoras, Arminda Saconi Messias e Eliane Cardoso de Vasconcelos, ambas do Centro de Ciência e Tecnologia porque ele não é Engenheiro e elas representam a categoria feminina, uma vez que Pernambuco tem um grande numero de mulheres Engenheiras representar a categoria feminina do Estado de formação em engenharia, o que o deixa admirado com a presença do público feminino nesta profissão e que representam nessa cadeia um papel bem importante diante do modelo de desenvolvimento, modelo de sociedade associado ao modelo de apropriação de novas tecnologias. Em seguida, afirmou que poderia chamar a Católica de Instituição termômetro, primeiro, da sociedade, da região e até mesmo do sistema educacional brasileiro. Além disso, há a questão do desafio da globalização porque o Brasil tem que observar o cenário internacional, para que possa estar inserido no mesmo. A resposta deve ser agora. Não pode esperar o bonde passar. Sobre a Academia Pernambucana de Ciência e a Universidade, comentou que há o desafio da globalização diante do qual o Brasil antes de se desenvolver internamente tem que ocupar seu ligar no espaço internacional, assumindo, dessa forma, uma posição ambígua estratégica. Para o Reitor Rubens, o desafio é: como os nossos engenheiros vão olhar para as instituições e tomar uma atitude? Vão continuar na instituição ou criar novas? Qual o futuro dessas instituições? Segundo ele, A universidade católica é uma instituição que de certa forma nasceu e permanecerá inadequada, porque ela é católica, mas não coloca isso como bandeira institucional. Significa dizer que nem mesmo os valores católicos são discutidos, como valor na arquitetura ou no projeto universitário. Mas ela acha que o cristianismo tem uma colaboração na formação de valores. De todo caso, o projeto de igreja não é universitário. A UNICAP quer ser considerada como universidade de verdade. A UNICAP é a primeira universidade jesuíta no Brasil. É uma instituição pernambucana, da região metropolitana. Ela é local, regional, e internacional. Até os anos 90, ela contou com o apoio incondicional internacional. Os problemas da UNICAP não são apenas dela, são globais. Há muitas oportunidades com a globalização, mas também há muitos problemas. É preciso fazer muitas decisões políticas, para que o Brasil se atenha junto aos problemas internacionais. Afirmou, por fim, que apesar de haver uma disposição política de entrosamento das universidades, deve-se enfatizar que não há uma concorrência entre alunos nas instituições. A própria natureza dos cursos permite esse convívio entre as instituições, voltando a agradecer a oportunidade em participar desse encontro. O Acadêmico Leonardo Sampaio, falou sobre a importância de se realizar uma segunda reunião, em qual local e com quais representantes dessas Instituições para consolidar o assunto proposto. Aliou a essa idéia, a necessidade de se realizar também reuniões em outros Estados, trazendo o MEC e o CREA para esse convívio para que eles apresentem seus discursos. O Reitor Valmar afirmou então que essa segunda reunião precisa ainda da presença dos Reitores, pois o desafio é que esse é um passo largo e precisa ser dado com segurança.  O Presidente Paulo Bancovsky retomou a palavra reafirmando que se tem uma semente num ambiente favorável e pode-se a partir da ação da academia pernambucana agregar outros parceiros do Nordeste, trazendo-os à mesa e numa progressão alcançar uma solução homogênea a partir da liderança de Pernambuco. Comentando ainda que a fase atual do Brasil em marcha progressista de desenvolvimento econômico-social e o mundo em marcha de globalização de suas atividades praticadas por seres humanos, tornam-se imprescindíveis às ações cooperativas entre as Universidades e as Academia de Ciências. O Presidente da Academia Pernambucana de Ciência Agronômica, Dr. Eudes de Souza Leão Pinto, retomou a palavra afirmando que esse primeiro encontro possibilitou à academia pernambucana deixar de ser uma instituição isolada, para passar a ser atuante no cenário brasileiro, pelo que buscamos destacar a posição de Pernambuco, com as duas Universidades, a UFRPE e a UNICAP, providas das presenças efetivas das duas Academias: a de Ciência Agronômica e a de Ciências respectivamente. Pernambuco o único Estado no Brasil que goza desse privilégio, de ter Universidades já com integração de Academias de Ciências. Diante do cenário apresentado o Reitor da UNICAP sugeriu que a partir da memória desta primeira reunião se possa gerar uma proposta concreta e resulte num amplo Acordo de Intenções entre as universidades e as academias par depois se pontuar itens importantes. Dr. Eudes voltou a agradecer a todos os que aceitaram o convite, agradecendo, sobretudo, a Deus pela oportunidade e ressaltando a responsabilidade da emissão do Acordo de Intenções, cujo objetivo é a valorização da Engenharia e integração das unidades culturais de nível superior, objetivando a elevação das capacidades profissionais, com reflexos nas empresariais, para efeito de melhor aproveitamento do Poder Nacional, na dinamização das fontes de riquezas existentes no País. Em seguida, o Reitor Valmar Corrêa de Andrade, finalizou a reunião reafirmando a relevância dessa tarde, que havia sido bastante interessante. Nada mais havendo a tratar, o Reitor da UFRPE e Presidente da reunião, agradeceu a presença e colaboração de todos e encerrou a reunião da qual lavrei a presente Ata que será lida e após aprovada será assinada pelo Presidente da Academia Pernambucana de Ciência Agronômica e demais presentes à reunião.   

Recife 05 de maio de 2010.

 
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