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DIA DO AGRONOMO PDF Imprimir E-mail

Reportagem sobre AMANTES DO CAMPO, da Jornalista Amanda Nóbrega do Jornal Diario de Pernambuco, que participou da reunião da APCA em setembro passado, publicada na edição do DP desta segunda-feira, 11 de outubro de 2010.

Ainda em comemoração ao Dia do Agrônomo, o Diário publicou tambem outras reportagens que estão listadas na íntegra, a seguir:

 - DO MATO AO ESCRTÓRIO
 - ATUAÇÃO DIVERSIFICADA
 - ONDE ATUAR
 - SÍMBOLO DE CAPACITAÇÃO
 - PROFISSÃO REVIGORADA

PARABÉNS,
SRS. AGRÔNOMOS!!!

Amantes do campo

Assim devem ser os bons agrônomos. Novas tecnologias alavancam a profissão que atrai um leque interessado na agricultura, cultivo e cuidados com a terra
Amanda Nóbrega // Especial para o Diario

Gostar do campo. Eis um preceito básico para quem pretende fazer agronomia. Isso porque há milhares de anos as pessoas já trabalhavam com o solo. Seja na época do Antigo Egito ou nos tempos atuais, a agricultura, o cultivo e o cuidado com a terra sempre se fizeram presentes na rotina de quem trabalha no ramo. Agora, a profissão ganha novos ares com a chegada das novas tecnologias. E ganha o mercado cada vez mais profissinalizado e com boas perspectivas de atuação.

Ao longo dos anos grandes mudanças ajudaram a revolucionar a agricultura, que, a partir do século 18, com o desenvolvimento de ciências como química, mecânica e a fisiologia animal e vegetal, ajudaram no desenvolvimento da agronomia.

Segundo o vice-reitor da Universidade Rural de Pernambuco (UFRPE), Reginaldo Barros, as áreas de atuação do agrônomo são muito amplas. "É um leque muito vasto, não está apenas resumido ao âmbito de ensino ou apenas o do manuseio da terra e cuidadocom os alimentos. Sâo quatro segmentos que os profissionais podem atuar: o da pesquisa, extensão, acadêmico e o autônomo", pontua. De acordo com ele, a agronomia abrange desde o preparo da terra até o empreendorismo.

O estudante do terceiro período da UFRPE, Luís Pessoa dos Santos Filho, está muito satisfeito com a escolha que fez. "O curso é maravilhoso, consegue unir o útil ao agradável. Me identifiquei muito com o que escolhi", pontua ele, explicando que o fato da pouca concorrência, que no ano passado ficou em cerca de 2,13 em Garanhuns e 1,57 em Serra Talhada, não influenciou muito na sua decisão. "Gostar do campo e o fato de ter morado lá facilitaram", reforça ele, que pretende atuar com mecanização agrícola.

Abrangência mercadológica também é outro fator que ajuda na hora de decidir o que fazer. O recém-formado pela UFRPE, Emílio Maciel de Barros Filho, diz que está sem emprego por opção. "Passei em dois concursos e um deles já foi homologado. Estou apenas esperando ser chamado", diz. Para o jovem, oconcurso é uma alternativa mais estável de vínculo empregatício. "Já trabalhei em uma usina e quase não tinha tempo. O emprego tomava muito do meu tempo e a remuneração não era boa", comenta. Barros pretende subir na carreira aos poucos até chegar ao Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento.

Link original: http://www.diariodepernambuco.com.br/capa_diario.asp?editoria=Economia&dia=11&mes=10&ano=2010

 

Do mato ao escritório


Ninguém pode viver sem se alimentar, isso é fato. Quando alguém come um cereal estragado, já passou pela sua cabeça, leitor, que talvez, o problema tenha se originado no momento em que determinada semente foi plantada? Ou o solo não era propício para o cultivo? Pois bem, esses são alguns cuidados que os profissionais formados no curso de agronomia aprendem durante sua estadia na faculdade.

No entanto, não é só no meio rural que o profissional pode atuar. O agrônomo pode trabalhar diretamente no meio urbano com o paisagismo, planejando, implantando e mantendo os jardins da cidade. "Procuramos valorizar o espaço verde existente em cada região, preservando o meio ambiente e utilizando, para o plantio, apenas materiais que sejam da mata atlântica", conta o diretor de paisagismo da Secretaria de Serviços Públicos da Prefeitura de Olinda, consultor e agrônomo pela UFRPE, Raul José de Castro.

Ele reforça que é um meio diferente de atuação. "Você não precisa estar trabalhando no campo para exercer suas funções. Nunca tive vontade de sair da cidade e encontrei um ramo dentro da agronomia que possibilitou minha estadia aqui", frisa. A visão do profissional no paisagismo é voltada para o biológico, para o ecossistema, o trabalho com as espécies de plantas nativas de cada região. Em relação à remuneração, de acordo com Castro, é relativa. "Quem trabalha com consultoria principalmente tem um teto que pode oscilar bastante. Às vezes você pega um trabalho grande e tem um bom retorno, as vezes não", finaliza.

Link original: http://www.diariodepernambuco.com.br/2010/10/11/economia1_1.asp

 

Atuação diversificada

Nos últimos 15 anos o Brasil duplicou a produção de alimentos. Atualmente, o país é o 3º maior exportador de alimentos e o 1º de etanol e álcool. O cerrado, localizado nas regiões do Centro Oeste brasileiro, corresponde a 62% da safra de soja do Brasil, por 50% de café, 50% de algodão e 60% de carne. Por tudo isso, a região é considerada um polo de agricultura do país. Os dados são da Empresa Brasileira de Agropecuária (Embrapa).

É o desenho de uma nova agricultura. "Agronomia é o carro-chefe da economia do país. A maioria dos empregos é gerado no campo, a vocação agrícola. Existem regiões onde a produção de grãos vai depender do solo de cada região, visto que cada local tem sua característica. Pernambuco, por exemplo, é responsável pela produção de frutas, em Petrolina", diz o mestre na área de produção vegetal e pesquisador da Embrapa, Raphael Melo.

O pesquisador já trabalhou em uma multinacional francesa e afirma que existem algumas diferenças na atuação do agrônomo."A diferença é a estabilidade dos profissionais. Ele precisa conhecer bem seu ramo de atuação, seja ele em empresa privada ou órgãos públicos, para poder se balizar", comenta. Ainda segundo Melo, a maioria dos cursos é voltada para o segmento que vai casar com as necessidades agrícolas de cada região. "É procurar na plantação o agronegócio do local. O agrônomo não pode ficar na inércia", ensina.

A remuneração mínima do profissional para execução das atividades é de seis salários mínimos. Mas, na prática, com as gratificações dos profissionais e outros atributos, esse valor pode aumentar .

Link original: http://www.diariodepernambuco.com.br/2010/10/11/economia1_2.asp

 

Onde atuar

Assistência técnica - nas empresas de cada estado
Empresas privadas - elas prestam consultoria para os produtores
Empresas nacionais e multinacionais - com comercialização de insumos e sementes
Pesquisa e desenvolvimento - pode trabalhar em órgãos estaduais como o Instituto de Agronomia de Pernambuco (Ipa), na Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (Adagro), ou órgãos nacionais como a Embrapa e o Ministério da Agricultura e Pecuária.
Extensão de empresas técnicas - visitando o campo, o produtor, levando a tecnologia para o meio rural
Meio acadêmico - especializações como mestrado, doutorado ou ensinar em universidades.

Link original: http://www.diariodepernambuco.com.br/2010/10/11/economia1_3.asp

 

Símbolo de capacitação

 

A trajetória do engenheiro agrônomo Eudes de Souza Leão Pinto começa muito antes de 1973, quando participou do Congresso Nacional de Agronomia, em Curitiba, no Paraná. Na época, ele percebeu a importância do estado ter uma academia, símbolo de capacitação profissional, para a área agronômica. Munido dos preceitos da agronomia, que preza pela preservação do meio ambiente e dos rebanhos, há 27 anos ele fundou a Academia Pernambucana de Ciências Agronômicas (APCA). A única existente no país.

Agora, com 90 anos, tem muita história para contar. "Muita coisa mudou na profissão, novas tecnologias fortaleceram a relação do homem com a terra e eu fico feliz em poder ter participado de toda essa trajetória", conta Souza. Além de ter sido o fundador da APCA, o agrônomo tem um vasto currículo."Trabalhei na 2ª Guerra Mundial como gerente da Usina Higienizadora de Leite, na época um trabalho muito importante porque fornecíamos leite não só para o Brasil, mas para os Estados Unidos e outros países da África", contou. O agrônomo também recebeu um prêmio do Vaticano e dopapa pelos serviços prestados e por auxiliar no pacto feito entre os estados e as igrejas na época

"Ainda no período da ditadura atuei como presidente do Instituto Nacional de Desenvolvimento Agrário, no qual ajudei a criar um município modelo muito importante para unir os três poderes públicos e o judiciário. Dessa maneira os estados puderam começar a trabalhar em conjunto o que pesou muito para a nossa profissão, algo bastante positivo", reforçou Souza.

Atualmente, ele é diretor da Consultoria de Sistemas e Representação Limitada (Consist), uma das empresas líderes em tecnologia da informação (TI), no Brasil. Mas também já foi secretário de Agricultura, Indústria e Comércio, foi vice- ministro da Agricultura no governo parlamentarista de Armando Monteiro Filho, foi professor , por 30 anos, da Universidade Federal Rural de Pernambuco, onde também se formou e atuou como diretor da Companhia Siderúrgica do Nordeste. "Muito chão percorrido e espero poder continuar contribuindo para essa profissão tão gratificante", finalizou.

Link original: http://www.diariodepernambuco.com.br/2010/10/11/economia1_4.asp

 

Profissão revigorada
 

O diretor executivo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), José Geraldo Eugênio da França, acredita que o mercado para o agrônomo está cada vez mais promissor. Segundo ele, que também já ocupou o cargo de secretário de Agricultura de Pernambuco, superintendente do Incra no estado e já foi presidente do Instituto Agronômico de Pernambuco (Ipa), o Brasil é responsável pelo desenvolvimento de uma nova agricultura. Confira a entrevista que ele concedeu ao Guia de Profissões:

Em que áreas o agrônomo pode atuar?

O agrônomo pode atuar na transferência de tecnologia, na parte acadêmica, na pesquisa e como técnico da iniciativa privada. O gerente de área agrícola de usina, por exemplo, exerce um papel diferente do agrônomo que representa uma empresa de defensivos agrícolas no país. O segmento tem um vasto leque de opções e cabe ao interessado se direcionar para a área que mais chame sua atenção.

Quais as chances de colocação no mercado?

São boas. Temos atividades agrícolas favoráveis e em ascensão. No entanto, em Pernambuco, 85% do território pernambucano é semi-árido, o que pode influenciar na decisão, por parte do formando, que terá de mudar de localidade. A agricultura empresarial que sai do estado vai para o São Francisco. Geralmente, os estados que mais atraem agrônomos são: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Piauí, Maranhão e Tocantins.

Como está o nível dos cursos de graduação em Pernambuco?

O curso de agronomia existe desde 1912 no estado. Nós temos a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), que está entre as melhores do país. Com muita história e uma longa tradição, a UFRPE veio formando estudantes ao longo dos anos e preparando-os para o mercado de trabalho em todo o território nacional. Temos também a Escola Particular de Agronomia, localizada no município de Araripina.

Que conselho o senhor daria para aqueles que pretendem ingressar na área?

Conheça bem todas as regiões produtivas do Brasil. Pense sempre no que o impulsiona a novos horizontes e descobertas. A mobilidade cria sinergia e impulsiona a criação de novos empregos para o agrônomo. É importante conhecer também os novos aparatos tecnológicos e reconhecer a tecnologia como aliada ao crescimento agrícola.

Qual é a remuneração média?

É previsto por lei que o agrônomo deveria ter uma remuneração acima de nove salários mínimos. Mas, dependendo do grau de compensação e das gratificações de cada profissional ele pode faturar muito mais do que isso ou, em alguns casos, menos.

Link original: http://www.diariodepernambuco.com.br/2010/10/11/economia1_5.asp

 

 
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